Ter um filho(a) na teoria e na prática

Só uma dose de realidade, porque não é do meu feitio enganar as pessoas. Rs

Atire a primeira pedra quem não concorda (e já teve um bebê). Mesmo assim é gostoso, ok? E dizem que melhora. A Sofia ainda não tem 2 meses. (Dizem que melhora com 3, estamos aguardando kkk).

Os maridos das minhas amigas que querem filhos que me perdoem, mas é melhor que elas saibam a verdade e, mesmo assim, queiram ter seus filhos. Acreditem, elas vão querer.

 

O item teoria é baseado no que eu imaginava. O item prática no que ocorreu / está ocorrendo. Poderia ser substituído por “antes e depois”.

 

Na teoria: ela vai dormir como um anjo.  Na prática: ela vai rir da sua cara quando você tentar niná-la. kkk

Na teoria: ela vai dormir como um anjo.
Na prática: ela vai rir da sua cara quando você tentar niná-la.

Com o tempo vou completando essa lista!

 

Parto

Na teoria: Você terá um parto natural lindo, seu bebê irá para seus braços e fará toda a dor ser esquecida.

 

Na prática: Nem todos os partos tem um final como esse. O bebê pode simplesmente não sair e você vai ter só a lembrança da dor – que claro, vai ser esquecido um dia – espero. (No meu caso, o desfecho foi bem doloroso, vide relato).

 

Amamentação

Na teoria: O bebê irá nascer e irá pegar seu peito e tudo será lindo.

 

Na prática: A amamentação não é instintiva nem pra mãe nem para o bebê e pode ser que nem ele nem você saibam fazer a pega correta, o que acarreta em machucados e nada do prazer que vemos na TV. Texto muito bom sobre o tema: http://minhamaequedisse.com/2012/08/123-preparar-amamentar/

 

+

Na teoria: Ordenhe antes de dar o peito para ele não ficar cheio e prejudicar a pega.

Na prática: O bebê está se esgoelando de fome, não dá tempo.

 

Na teoria: Não deixe o bebê pegar errado. Tire e coloque de novo.

Na prática: O bebê está se esgoelando de fome, não dá tempo.

 

Na teoria: Sente-se em um local confortável, com as costas retas e relaxa.

Na prática: O bebê está se esgoelando de fome, não dá tempo.

 

Amamentação exclusiva

Na teoria: Eu nunca vou dar fórmula pro meu bebê. A amamentação será exclusiva até os 6 meses – pelo menos.

 

Na prática: Você pode ficar com úlceras nos mamilos e ser proibida pelo médico de amamentar. No primeiro sinal de que seu bebê está perdendo peso, você não hesitará em dar fórmula.

 

Nota da autora: Aquela cumplicidade e conexão que dizem que só é possível com a amamentação, eu senti na primeira vez que dei mamadeira pra minha filha. Ela me olhou e ambas estávamos felizes. Eu sem uma dor insuportável (quem quiser ver como é uma úlcera no mamilo é só me pedir a foto – fissura é diferente, antes que me joguem pedras, ok?), ela “comendo” feliz e sem sofrer com o meu sofrimento. Porque minha tensão, óbvio, passava pra ela. Amamentar era um suplício.

Cólica

Na teoria: (que eu aprendi no pré-Natal da Casa Ângela) Cólica não existe, é um desconforto porque o bebê ainda não conhece seu corpo. Camomila em compressa resolve.

Na prática: É desesperador ouvir ela chorar e sentir que ela está se contorcendo de dor. Não tem nada pior do que ver que seu filho sente dor. Você vai fazer tudo o que ler na internet e dar todos os remédios que tiver à disposição. (Colic Calm é vida, diga-se de passagem. #ficadica)

 

Baby blues

Na teoria: Uma tristeza passageira nos primeiros dias do bebê.

 

Na prática: Uma vontade BIZARRA de chorar junto com o bebê e joga-lo pela janela. Ainda bem que dura só alguns dias / semanas mesmo, senão seria perigoso.

 

Babá

Na teoria: Que absurdo você deixar de cuidar do seu filho por comodidade.

 

Na prática: Que inveja de quem tem babá. Ainda bem que tenho minha sogra que me ajuda diariamente a dormir 3 horas contínuas por dia e minha mãe que me acolhe na casa dela sempre que possível.

 

Dia a dia

Na teoria: Quero ficar a maior parte do tempo com minha filha, quero ficar sozinha com ela.

 

Na prática: Pelo amor de Deus, segura ela um pouco pra mim. (Isso pode ser dito a qualquer pessoa, sem distinção de parentesco kkk)

 

Cocô

Na teoria: Fica dentro da fralda.

 

Na prática: Sempre (ou 90% das vezes) suja mais do que a fralda e é explosivo.

 

Paciência

Na teoria: Algo que você terá que ter.

Na prática: Algo que você não tem opção a não ser tirar de dentro do seu âmago pra conseguir lidar.

 

Como disse, vou completando quando for lembrando dos itens. Moms, deixem nos comentários seus “teoria x prática” para eu acrescentar aqui!

PS: Isso tudo porque tenho uma bebê boazinha, que dorme relativamente bem, não chora muito a não ser quando tem alguma necessidade ou dor.

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Hoje o assunto não é cabelo

Talvez seja difícil voltar ao foco desse blog… Quase não escrevi depois que fiquei grávida, mas posso usá-lo para falar sobre maternidade também, né? Por enquanto ele vai continuar assim, quem sabe depois vire Cabelo (e bebê) bem cuidado! rs

Por enquanto, vou aproveitar o espaço para dividir / desabafar.

Quem me conhece sabe, troco mil oportunidades de falar por uma de escrever… e ainda não escrevi nada sobre a gravidez, sobre a Sofia.

Lendo relatos de parto fiquei pensando nisso… não consigo conversar com a Sofia ainda dentro da barriga, mas posso me expressar por cartas, como sempre fiz com meus amigos.

Afinal, desde o começo da gravidez converso com ela em pensamento e é o que estou fazendo agora. Depois que li “Nossos filhos são espíritos” – em PDF aqui-, um livro ótimo para quem acredita em espiritismo, me sinto mais tranquila com esse comportamento de não conseguir conversar com a voz, com a fala… mas mesmo assim fico intrigada se a Sofia não está esperando umas palavrinhas de compreensão. Kkk

Sim, tenho um bloqueio que precisa ser trabalhado com a psicóloga, mas não dá tempo de fazer isso antes de a Sofia nascer. Se eu tivesse que telefonar pra ela para chama-la então, ela nunca sairia de dentro de mim. Kkk

Sim, odeio falar. E olha que melhorei com a idade.

Mamãe tá cansada dessa barrigão, mas espera seu timing, ok? ;)

Mamãe tá cansada desse barrigão, mas espera seu timing, ok? 😉

Estamos com 39 semanas e 5 dias e desde a 37a não consigo pensar em outra coisa senão em como quero que ela nasça logo.

Primeiro era o incômodo, as dores, o meu peso – engordei mais de 30 quilos – agora é a ansiedade em ver a carinha dela.

Nas minhas “conversas psíquicas” com ela falo o quando quero colocar ela no colo, abraçar, beijar… Que por mais que esteja quentinho e legal dentro de mim, ela vai ser tão amada aqui fora que vai compensar. Mas sei que se ainda não rolou, é porque ainda não é a hora.

Uma amiga me ensinou que quem quer parto normal tem que encarar a primeira realidade da maternidade: não temos controle de nada.

Mas gente, é um sufoco estudar tanto durante 9 / 10 meses (sim, a gestação leva 10 meses e não 9, como vc sempre pensou) e não ter uma resposta exata sobre nada. Leio mil vezes os mesmos artigos e tudo é inconclusivo. Afinal, como são / serão as contrações? Eu já estou tendo? Desde quando?

Eu tenho dores, eu tenho contrações, mas preciso esperar que as duas coisas aconteçam juntas?

E o que eu tô perdendo desde ontem, é o tal tampão mucoso? Sabia que ele pode ser transparente, branco, verde, vermelho?? Não dava pra facilitar a vida da mulher???

E depois que ele sai, sabia que o trabalho de parto ainda pode demorar horas, dias ou SEMANAS??? Veja bem, semanas!!!

É muita falta de certeza para uma mulher que está há 9/10 meses com os hormônios e a vida bagunçadas! Chega a ser injusto…

Eu não sou medrosa, nunca fui… por isso nunca cogitei uma cesárea. Lido bem com a dor – muito melhor do que com pessoas, por exemplo, e com o telefone. Kkk

Meu medo é não saber que estou em trabalho de parto… Dar algum problema porque tô aqui de boa, achando que essas dores são normais… Fico pensando se sou uma super mulher e que as contrações serão sutis pra mim… E aí penso que não mereço tanta sorte assim. (ou mereço???)

Desde o começo nas consultas da Casa Ângela, que são mais psicológicas que físicas, elas me perguntam sobre meus medos e sempre falo de dois: 1- não conseguir me soltar; 2- não saber a hora de ir pra lá pq sou resistente à dor. O primeiro problema eu já desencanei, porque li e ouvi mil vezes que o parto é muito mais transcedental do que a gente imagina e vamos sempre reagir instintivamente e não com a cabeça… Então licença, cabeça, que meus instintos vão me soltar. O segunda ainda me preocupa… Não sei se torço pra dor ser insuportável pra eu saber que é ela ou se torço pra continuar assim…. rs

Aposto – espero – que eu não seja a primeira nem única mulher a passar por isso, então acho que esse post pode ajudar, no futuro outras mães a se sentirem melhor com esse “desespero” pré-parto.

Em resumo, estou com quase 40 semanas, perdi (ou não) o tampão, tenho contrações (ou não) totalmente irregulares e dores (posturais, normais ou de TP?) há muitas semanas. Ou seja, não sei nada.

Aguardando as cenas do próximo capítulo… Espero vocês, dores! Espero não conseguir voltar pra contar pra vocês, mas qq coisa conto depois, com a Sofia nos braços! 😉

À Sofia,

Mamãe tá te esperando. Papai mandou avisar que o trabalho já está encaminhado e que ele pode tirar licença pra sua chegada! Vovó e vovô já voltaram da Paraíba pra cuidar de você. Vovó Iara achou a Casa Ângela maravilhosa (e quer comer os bolos que fazem por lá e contaminam o ar e deixam a casa com cheiro de casa e não de hospital – ufa!!)

Já assinamos o termo de parto por lá, o melhor lugar onde você poderia nascer – e os parentes e amigos até já se acostumaram com a ideia de um parto humanizado numa casa de parto. Com o tempo isso vai se tornar cada vez mais normal e vamos ficar orgulhosas por termos lutado por um nascimento assim.

As malas estão no carro desde a 37a. semana. O seu corner está pronto e o seu berço sem pelos de gatos – apesar de eu saber que você vai curtí-los tanto quanto eu e vai amar dormir com eles. rs

Carrinho, cadeirinha… tudo pronto! Tetas prontas tbm pra dar quanto leite você quiser tomar!!! rsrs

Mamãe topa uns chutes mais fortes pra saber que você entendeu!

Ah, e sei que nossa “telepatia” vai ser eterna, não só enquanto você tá aqui dentro, mas prometo me esforçar pra falar que te amo todos os dias da minha vida. Com todas as letras e em voz alta!